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Direção profética e a "crise" de hoje


Estradas difíceis nos levam a lindos destinos.

Tremendo ver a forma como Deus move em nosso TEMPO.

Por mais conhecimento que tenhamos adquirido e experiências vividas em nossas vidas, estamos ainda de fato, sujeito às nossas limitações humanas para um completo entendimento deste tempo da presente ERA.

Por isso nos agitamos por dentro diante de situações que saem do fluxo ‘normal das coisas’.

Somos levados a repensar, refletir, desconstruir, aplainar, para então reconstruir dentro de novas orientações e perspectivas que se abrem, motivadas por uma situação que produz uma ‘pressão’ no ‘status quo’. Isto, na maioria das vezes, nos incomoda porque nos impulsiona para mudanças.

Falo de mudanças internas, do homem interior, para então, poder ver e entender o que precisamos fazer e decidir nestes momentos.

Como é difícil muitas vezes abandonar estruturas mentais de pensamentos de uma forma natural! Talvez, num primeiro momento, dentro de nós manifestam queixas, tristezas, perda de controle, ansiedades [porque queremos ter a certeza das coisas futuras na perspectiva humana], etc.

Nesta vigésima semana, do ano de 2020 [de 10 a 16-mai], meditando para ministrar numa empresa, o Espírito me direcionou para algumas reflexões importantes.

Primeiro, Deus nos conhece muito bem!

Ele sabe que na maioria das vezes enquadramos as liberações proféticas dentro do nosso campo de visão, dentro de nossas limitações de entendimento, impedindo o verdadeiro fluir da vontade do Pai. Raciocinamos o mover de Deus e começamos a decidir a forma de cumprir a promessa liberada para as nossas vidas.

Daí a permissão da crise.

Fiquei meditando nisso até que o Espírito Santo me conduziu a ver a etimologia desta palavra tão dita e falada, principalmente em nossa nação brasileira.

Fui buscar no Google algumas definições.

Origem: ETIM lat. crĭsis,is 'momento de mudança súbita, crise (med)', do gr. krísis,eōs 'ação ou faculdade de distinguir, decisão, momento difícil'.

Crise: latim = crisis. A palavra ‘crise’ vem do grego κρίσις que significa primeiramente "decisão, determinação, julgamento". Mas poderíamos pensar crise como "separação, passagem estreita, afastamento".

"A palavra crise é da mesma origem da palavra “crivo” que separa o duto de água em jatos menores.

O crivo separa. Na peneira estão os bons e os que não devem continuar. Ao peneirar é feita a separação. Quem é bom fica, quem não deve ficar é lançado fora. Assim é a crise que estamos vivendo. Ficará quem for bom."

Ou seja, Deus permite estes momentos para que possamos tirar todos os ‘ingredientes’ que não fazem parte do projeto original Dele.

Antes o Espírito tinha me levado a 3 passagens bíblicas.

Primeiro, Habacuque 2.1-2.

1 Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver [ra’ah] o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa.

2 O SENHOR me respondeu e disse: Escreve a visão [chazown], grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo.

O profeta vivia momentos de intensas queixas diante da situação que Israel passava. Insatisfeito com a postura da nação e com o descuido com as verdades eternas. Parecia que Deus tinha perdido o controle do Seu Plano Eterno.

No seu âmago de questionamento, o Senhor leva-o para um realinhamento da visão. Tremendo isso! Deus diz: “Escreve a VISÃO”.

Interessante os ensinamentos de Deus! No livro de Provérbios, o Senhor usa esta mesma palavra ‘chazown’ para dar sustentação nos avanços de uma nação. Ele diz:

18 Não havendo profecia [chazown], o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz. Provérbios 29.18

Na sequência o Senhor me levou no livro de Gênesis capítulo 15. Momento que Abrão começa a ‘raciocinar’ o chamado profético de Deus sobre a sua vida – ‘de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome.” Gênesis 12.2


Diz assim a palavra.

​1 Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande. 2 Respondeu Abrão: SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? 3 Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro. 4 A isto respondeu logo o SENHOR, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. 5 Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. 6 Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça. Gênesis 15.1-6

Uma grande promessa estava sobre a vida de Abrão. Ele percebia e cria na manifestação de um Deus Soberano e Eterno. Abrão ouviu de fato a voz de Deus, produzindo movimentos de mudanças. Saiu de Ur dos Caldeus e chegou a Canaã. A sua fé à voz de Deus fez isso. Ele avançou.

O ponto chave para todos nós será sempre o processo contínuo de construção da promessa em nossas vidas. Passaremos por momentos críticos onde continuaremos sendo provados na fé.

Porque entra o chronos. O tempo presente. É exatamente aqui que podemos nos perder...cansar...desanimar e desesperançar. Sair da rota e desistir...

Por conta da visão! O presente sistema que vivemos é especialista em ‘cegar’ o entendimento para que a revelação do conhecimento de Deus não manifeste em nossa mente através da presença do Espírito Santo.

Como? De várias formas. Inclusive, levando-nos a focar em outras ‘oportunidades’ e ‘projetos’ que, à primeira vista, parecem adequados.

Importante meditar nisso. A fé que trouxe Abrão até Canaã não seria a mesma fé que o levaria ao cumprimento total do seu Chamado.

Aleluia!!! Nos movemos de fé em fé, de força em força.

Vejamos a terceira passagem.

Dois homens saindo de Jerusalém, a caminho de Emaús, logo após a morte de Jesus na Cruz. Vamos à passagem.

15 Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles.

16 Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer. Lucas 24.15-16

30 E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu;

31 então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles.

32 E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras? Lucas 24.30-32

O projeto eterno de Deus propõe continuidade nas gerações, jamais ruptura.

Os olhos do Senhor não estão limitados a este tempo chronos, a esta dispensação ou a quaisquer circunstâncias. Ele é Eterno.

Deus nos conhece e sabe como nos fazer ver e entender o que precisamos fazer e viver.

Há momentos que nos enchemos de PERGUNTAS... Na maioria das vezes, sem respostas imediatas.

Veja os comportamentos de cada pessoa acima nestas passagens... Começando com Abraão, o homem de fé. [ver Hebreus 11.8].

A crise deve nos levar não ao desespero, mas a um clamor por AVIVAMENTO. De subir e ver o que o Senhor tem a nos dizer agora. De fortalecimento da nossa fé!

Tempo de mais intimidade! Mais oração, intercessão! Mais adoração!!!

A crise, ao invés de nos levar a correr de Deus, deve nos induzir a correr para Deus. Para os ambientes que nos ativa para o conhecer de Jesus Cristo e entendimento de nosso chamado.

A crise é uma OPORTUNIDADE para ajustarmos ao propósito original. Como vimos acima, crise é um momento de mudanças súbitas, de decisão para correção de rota e crivo.

Nos aponta para novos começos.

Tempo que podemos fazer as perguntas e as queixas certas na torre de vigia e, acessar novas revelações e instruções.

O que há de comum aqui nestas passagens?

O nosso comportamento no decorrer do tempo para o cumprimento da profecia e da promessa a nosso respeito.

Deus vê tudo de forma completa. Ele é eterno. Nunca esteve e nunca estará sujeito às circunstâncias da presente Era.

O ambiente natural não consegue nos dar a visão correta dos fatos a nosso respeito e chamado.

Em todos estes momentos acima relatados da Palavra, o Senhor teve que mover cada uma destas pessoas para um outro ambiente de visibilidade e entendimento, ativando nova fé.

Abrão, sai da tua tenda... E conte as estrelas, se é que podes contar. Aleluia!!!

Sai desta sua perspectiva pequena de reflexão... veja a dimensão daquilo que estou te entregando.

Ou seja, é impossível aos olhos naturais enxergar aquilo que o Eterno nos entregou desde a eternidade. Não temos como raciocinar o chamado profético. Somente um ambiente contínuo de intimidade com o Espírito de Deus manterá o chamado aceso e ativo em nós.

Não podemos olhar apenas para as circunstâncias naturais. Comparar com outras vidas ou pessoas.


O chamado profético é ‘taylor made’ (feito sob medida), desenhado de forma única e especial para cada um de nós.

Precisamos estar atentos às distrações do momento. Precisamos cuidar dos impedimentos emocionais, as fortalezas na mente que nos impede de ver as liberações de Deus para o momento.

Há sim, momentos de ajustes. É um processo natural.

Não descaia seu semblante por isso! Não te diminua por isso! Não se envergonhe dos erros passados!

O Eterno Deus ainda continua voltando-se da Sua ira para a Sua misericórdia.

O avivamento para o cumprimento da carreira proposta é uma obra do Espírito Santo em nós, e não uma ação humana.

Ative os seus dons e habilidades nestes dias numa perspectiva de REINO.


O fato é: Deus está conduzindo seu propósito neste tempo. Busque a Sua face! Aqueça seu coração com a Verdade Eterna! Medite nela dia e noite. Interaja com homens e mulheres de Deus para que possam te auxiliar neste alinhamento dos céus. Deus está neste tempo estabelecendo Sua paternidade. Não ande sozinho!

Temos que cuidar para não nos perdermos em nossas limitações.

Deus ainda continua transformando vales em MANANCIAIS.

Declaro, Ele abrirá sua visão que te fortalecerá e impulsionará para o seu destino profético.

2 Tenho ouvido, ó SENHOR, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó SENHOR, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia. Habacuque 3.2

Isso nos reporta para algo lindo...

Tudo ao nosso redor pode estar em colapso, em confrontos e grandes mudanças...

Ainda assim, podemos nos alegrar no Senhor. Um Deus completo, um Deus de vida, um Deus de restauração.

17 Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado,

18 todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação.

19 O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente.

Ao mestre de canto. Para instrumentos de cordas. Habacuque 3.17-19

Entre na presença do Senhor nestes dias e avance segundo sua instrução.

Deus te abençoe e te guarde!


Sandro Carvalho

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